Transparência Brasil

Câmara de Goiânia x desvio de recursos

Diário da Manhã (GO) - 25/02/2005

Juiz mantém sigilo

Thiago Marques

A presença do nome Bruno Peixoto numa matéria não significa necessariamente que essa pessoa ou empresa esteja envolvida em algum caso como acusada de corrupção, mas apenas que é mencionada.

Preste atenção em possíveis homonimias: verifique pelo contexto da notícia se o nome mencionado no texto corresponde realmente ao que está sendo procurado, e não a outra pessoa ou empresa com o mesmo nome.

O juiz interino da 11ª Vara Federal, Carlos Roberto Alves dos Santos, indeferiu, na última quarta-feira, a quebra do sigilo fiscal de onze indiciados no inquérito que investiga o desvio de R$ 7 milhões em contribuições previdenciárias dos servidores da Câmara. A decisão do magistrado também alcança outras 17 pessoas que teriam, de forma indireta, participação na fraude.

Este foi o segundo pedido negado ao delegado da Polícia Federal (PF) Rander Gomes de Deus. Em janeiro, ele fez solicitação semelhante ao juiz da 5ª Vara Federal, Alderico Rocha Santos. Na época, o juiz não considerou necessária a abertura da movimentação bancária dos supostamente envolvidos. De acordo com a assessoria de comunicação da PF, não há previsão de quando o inquérito será devolvido pela Justiça.

Este trâmite é indispensável para que Rander Gomes possa colher novos depoimentos, além de efetuar pedidos de prisão. O delegado estima que até o início de abril possa concluir o inquérito - instaurado no final de novembro do ano passado.

Investigação - A Câmara, que também vai investigar o desvio nos cofres do INSS, definiu na sessão de ontem os nomes dos sete integrantes da Comissão Especial de Investigação, que deve ser instalada na próxima terça-feira. A exclusão do vereador Clécio Alves (sem partido) foi vista por colegas como manobra política para esvaziar a apuração. Foi ele o autor das denúncias sobre a fraude.

O PSDB, maior legenda na Casa com oito membros, será representado por Anselmo Pereira e Maurício Beraldo. PT, PMDB e PTdoB indicaram, respectivamente, Djalma Araújo, Luiz Teófilo e Bruno Peixoto. De um bloco formado por PPS, PSB, PTC e PSDC saíram os nomes de Samuel Belchior e Robson Alves. Djalma é o mais cotado como presidente.



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